Elymar Santos - SHOW

Elymar Santos
Sábado às 20h
23 de Maio

Tipo de Evento: Show
Classificação: Livre  
Duração: 120 min

 

Determinação e fé. Talvez estas sejam as maiores virtudes de Elymar Santos. Somente a junção desses dois predicados explicaria a guinada na vida de um menino que nasceu na comunidade do Alemão, trabalhou como ajudante de feira e hoje se apresenta em grandes palcos do Brasil. Para se consagrar no meio dos maiores nomes da MPB, Elymar foi ousado. Devoto de São Judas Tadeu e São Sebastião, Elymar – até então um simples cantor de churrascaria – resolveu, em 1985, alugar o Canecão – na época, a mais famosa casa de shows do país. O valor de sua dívida era 40 mil cruzeiros, o equivalente hoje a R$ 200 mil. E ele tinha apenas aquela noite para saldar a dívida e se lançar rumo ao estrelato.

Ao seu favor, Elymar tinha, além da fé, as aparições no extinto ‘Cassino do Chacrinha’ – ele venceu um concurso chamado ‘Calouro Exportação’ – e em ‘A Grande Chance’, programa da extinta TV Tupi, apresentado por Flávio Cavalcante. Elymar tinha um público cativo. Vendeu então 2 mil ingressos. Em 12 de novembro de 1985, uma terça-feira, o inesperado aconteceu. A casa lotou e foi a vez da direção do Canecão pedir a Elymar que fizesse mais uma noite de show. A superlotação do local fez com Leda Nagle encerrasse o ‘Jornal Hoje’ chamando o cantor de ‘Elymar, o audaz’. Um ano mais tarde, chegava às lojas seu primeiro LP: ‘Elymar no Canecão’. Em 1988, participou do musical ‘Evita’, em São Paulo, no papel de Che Guevara. Sua atuação lhe rendeu o prêmio de melhor ator.

O primeiro a apostar no sucesso de Elymar foi Cauby Peixoto, de quem era fã. Uma noite, Cauby pediu para que Elymar cantasse um pouquinho. No fim da música, disse ao discípulo: “Vai ser cantor, Elymar!”. Os dois viraram amigos. Na verdade, mais que amigos. Elymar tinha orgulho em chamar Cauby Peixoto de ‘meu padrinho’.

Na época em que alugou o Canecão, Maria Bethânia fazia uma temporada no local. No segundo show de Elymar, ela estava na plateia e fez questão de ir até o camarim cumprimentá-lo. Impressionada com a qualidade vocal do artista, Bethânia lhe deu um abraço apertado e o convidou para seu aniversário de 40 anos. Em outubro de 2016, Elymar quis relembrar a data do seu nascimento para o grande público com a gravação de um DVD em comemoração aos 30 anos do aluguel do extinto Canecão, no Vivo Rio. O show contou com as participações de Alcione, Dudu Nobre, Mumuzinho, Fundo de Quintal, Imperatriz Leopoldinense, Roberta Miranda, Neguinho da Beija-Flor, Diogo Nogueira, Leny Andrade, Ivete Sangalo, Padre Omar, Altay Veloso, Alexandre Pires,Cezinha do Acordeon,Fafá de Belém e Zeca Pagodinho.

Chico Anysio, a quem Elymar chamava de ‘pai’, era fã declarado do cantor. Chico dirigiu espetáculos do artista, o aconselhou em momentos difíceis e compôs várias canções, entre elas ‘Elymar de Todos os Santos’. Quando vivo, sempre que podia, Chico assistia o amigo cantar, num lugar cativo na primeira fila. Chico, aliás, dizia que não se cansava de assistir Elymar por uma peculiaridade: o repertório tem apenas sucessos. Não só de Elymar, mas da música popular brasileira. Como o prazer de Elymar é estar no palco, os shows têm hora para começar, mas não têm hora para terminar. Dono de um timbre ímpar, Elymar canta com amor e o público sai em êxtase das apresentações.

Cria do Morro do Alemão, na zona norte carioca, Elymar só podia ser leopoldinense de coração. O verde e o branco eram cores que faziam parte da sua vida. Sua mãe, dona Amely dos Santos, era manicure e fazia as unhas das portas-bandeiras da Imperatriz Leopoldinense. Em 1980,  ele decidiu que ia desfilar. Mas, sem dinheiro para pagar a fantasia, se vestiu de índio e conseguiu se infiltrar em uma das alas de sua escola amada. Por pouco tempo. Elymar foi descoberto e expulso do desfile. Naquele ano, a Imperatriz ganhou o primeiro de seus oito títulos. Seria sorte de um filho pródigo? Cinco anos depois, ritmistas da verde e branca estariam com o cantor, no palco do Canecão, fazendo parte do seu primeiro show bem-sucedido. O fato é que o samba sempre caminhou lado a lado com ele. Em 2014 Elymar assinou, em parceria com mais quatro amigos, a composição de ‘Arthur X: O Reino do Galinho de Ouro na Corte da Imperatriz’, que homenageou Zico. Esse ano ele ganhou novamente o samba que a Imperatriz vai desfilar “Me dá um dinheiro aí”.Antes, ele já havia sido enredo das escolas cariocas Em Cima da Hora (1991) e Império da Tijuca (1998). Em São Paulo, foi enredo da Camisa Verde (1999) e Acadêmicos do Tucuruvi (2000). Em 2010, Elymar recebeu um prêmio do mundo do samba. O troféu, que levava seu nome, foi entregue pela ala de compositores da escola de samba carioca União da Ilha do Governador. Esse ano ganhou de novo como autor do samba da Imperatriz com Me da um dinheiro aí…

Flamenguista de coração, Elymar cresceu como artista, mas nunca esqueceu suas origens nem tampouco abandonou sua fé. O menino descalço do Alemão hoje possui uma cobertura no Leblon de frente para a praia, no metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro. Mas não é ali que vive Elymar. O cantor é feliz mesmo em um apartamento em Ramos, onde passa a maior parte de seu tempo livre. Antes de sair de casa, atrasado ou não, Elymar não esquece de colocar o crucifixo no pescoço e rezar o terço. Porque ele sempre foi e continuará sendo… Elymar de todos os santos.

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MEIA ENTRADA CONFORME LEI Nº 12.933 DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013 E DECRETO 8.537, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2015.

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Não serão aceitos boletos bancários, declaração de matrícula e carteirinhas fora do padrão acima.

*A comprovação da meia entrada deverá ser apresentada no ato da compra e no dia do evento.

Entra em vigor em 01/12/2015 decreto nº 8.537 de 5 de outubro de 2015 que regulamenta a nova lei da meia-entrada (Lei n° 12.933/2013) e o Estatuto da Juventude (Lei n° 12.852/2013), garantem que 40% dos ingressos de um evento sejam destinados à meia entrada.

Consulte também:
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12933

SAIBA MAIS: https://bileto.sympla.com.br/meia-entrada/

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